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Questão de Sindactilia e polidactilia (INTO 2026)

Mão e punhoSindactilia e polidactiliaINTO 2026

O tratamento cirúrgico da sindactilia entre o polegar e o indicador deve ser realizada idealmente na criança em torno de

  1. 3 a 6 meses de vida.
  2. 6 a 9 meses de vida.
  3. 9 a 12 meses de vida.
  4. 12 a 18 meses de vida.
  5. 24 a 36 meses de vida.
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Gabarito: A · 3 a 6 meses de vida.

Conceito-chave

A sindactilia. É a união de dois ou mais dedos, por falha da separação dos raios durante a vida embrionária (entre a 6ª e a 8ª semanas, por falta da apoptose entre os dedos). É uma das anomalias congênitas mais comuns da mão, mais frequente entre o dedo médio e o anular (o terceiro espaço), e muitas vezes bilateral.

A classificação.

  • Simples: só pele e partes moles.
  • Complexa: há união óssea (geralmente das falanges distais).
  • Completa: a união vai até a ponta dos dedos.
  • Incompleta: a união não chega à ponta.
  • Complicada: com ossos anômalos, como na síndrome de Apert ou na de Poland.

O momento da cirurgia: depende de quais dedos estão unidos.

SituaçãoIdade da separação
Dedos da borda (polegar-indicador e anular-mínimo)Cedo: por volta de 3 a 6 meses
Dedos centrais (médio-anular, indicador-médio)Mais tarde: por volta de 12 a 18 meses

Por que os dedos da borda são separados cedo. Os dedos da borda têm comprimentos muito diferentes. O polegar é muito mais curto que o indicador, e o mínimo muito mais curto que o anular. Unidos, o dedo mais longo é puxado e desvia em direção ao mais curto, e o crescimento aumenta as deformidades (desvio angular, rotação e contratura em flexão), que podem se tornar permanentes. Na sindactilia entre o polegar e o indicador, há ainda a perda da pinça e da abertura do primeiro espaço, essenciais para o desenvolvimento da função da mão.

Nos dedos centrais, de comprimento semelhante, a deformidade progressiva é menor, e é mais seguro esperar a criança crescer, quando as estruturas estão maiores e a cirurgia é tecnicamente mais fácil.

A técnica.

  • Separação com retalhos em zigue-zague (evitando cicatrizes retas que contraem).
  • Reconstrução da comissura com um retalho dorsal (retangular ou em ilha), que forma o fundo do espaço.
  • Cobertura das áreas cruentas com enxerto de pele total.
  • Separar um lado de cada vez em um dedo envolvido em duas sindactilias (não operar os dois lados de um mesmo dedo no mesmo tempo, para não comprometer a irrigação).

A complicação típica. O "creeping" da comissura: a cicatriz migra para distal com o crescimento, e a comissura "sobe", exigindo revisão.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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