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Questão de Doença de Dupuytren (INTO 2023)

Mão e punhoDoença de DupuytrenINTO 2023

A patologia abaixo que não é um fator de risco para o desenvolvimento da enfermidade de DUPUYTREN é :

  1. Diabetes.
  2. Hiperlipidemia.
  3. Alcoolismo.
  4. Psoríase.
  5. Artrite reumatóide.
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Gabarito: E · Artrite reumatóide.

Conceito-chave

A doença de Dupuytren. É uma fibromatose da fáscia palmar: os miofibroblastos proliferam e formam nódulos e cordas que contraem e puxam os dedos em flexão, sobretudo o anular e o mínimo. A pele fica aderida e pregueada. A doença é indolor na maioria dos casos.

Os fatores de risco.

GrupoFatores
GenéticosAscendência do norte da Europa ("doença dos vikings"); história familiar (herança autossômica dominante com penetrância variável)
DemográficosSexo masculino; idade (aumenta após os 50 anos)
DoençasDiabetes, epilepsia (e os anticonvulsivantes), hiperlipidemia, doenças hepáticas, HIV
HábitosAlcoolismo, tabagismo
OcupaçãoTrabalho manual pesado e exposição a vibração (associação discutida)

A artrite reumatoide não é fator de risco. A doença de Dupuytren é rara em pacientes com artrite reumatoide. Algumas séries sugerem até uma associação inversa.

A diátese de Dupuytren (Hueston). É a forma mais agressiva, com recidiva frequente. Seus marcadores: início antes dos 50 anos, história familiar, doença bilateral, acometimento do lado radial da mão e lesões ectópicas:

  • coxins de Garrod (nódulos no dorso das interfalângicas proximais);
  • doença de Ledderhose (fibromatose plantar);
  • doença de Peyronie (fibromatose do pênis).

A anatomia das cordas. As cordas se formam a partir de bandas normais da fáscia: a corda pré-tendínea (da banda pré-tendínea, flete a metacarpofalângica), a corda espiral (desloca o nervo digital para o centro e para a superfície, com risco de lesão na cirurgia), a corda central, a lateral e a natatória.

O tratamento. Indicado quando há contratura funcional: o teste da mesa de Hueston positivo (a mão não fica espalmada na mesa), contratura da metacarpofalângica de cerca de 30° ou mais, ou qualquer contratura da interfalângica proximal.

  • Fasciotomia percutânea com agulha.
  • Colagenase injetável (quando disponível).
  • Fasciectomia limitada (a cirurgia padrão) ou dermofasciectomia com enxerto nos casos recidivados.

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