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Questão de Dedo em gatilho e outras tenossinovites (IAUPE 2025)

Mão e punhoDedo em gatilho e outras tenossinovitesIAUPE 2025

Classifique, de acordo com Quinnell, um dedo em gatilho que seja desbloqueado, necessitando da extensão passiva.

  1. Grau I
  2. Grau II
  3. Grau IIIA
  4. Grau IIIB
  5. Grau IV
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Gabarito: C · Grau IIIA

Conceito-chave

O dedo em gatilho. É a tenossinovite estenosante dos flexores na entrada da bainha, no nível da polia A1 (sobre a cabeça do metacarpo). O tendão espessado (às vezes com um nódulo) e a polia estreitada fazem o tendão prender ao passar, e depois soltar de repente, como um gatilho. É mais comum no polegar e no anular, em mulheres de meia-idade e em diabéticos.

A classificação de Quinnell (modificada por Green). Gradua a gravidade pelo comportamento do dedo.

GrauDescrição
I (pré-gatilho)Dor e história de travamento, mas sem gatilho demonstrável no exame; dor sobre a polia A1
II (ativo)Gatilho demonstrável; o paciente consegue estender o dedo ativamente
IIIA (passivo)Gatilho em que o paciente só desbloqueia o dedo com extensão passiva (com a outra mão)
IIIB (passivo)O paciente não consegue fletir o dedo ativamente por completo
IV (contratura)Dedo travado em flexão, com contratura fixa da interfalângica proximal

O caso da questão. Um dedo que desbloqueia, mas que precisa da extensão passiva para isso, é o grau IIIA.

O tratamento por grau.

  • Graus I e II: infiltração de corticoide na bainha (resolve em boa parte dos casos, menos nos diabéticos), órtese noturna e modificação de atividades.
  • Grau III: infiltração ou cirurgia, conforme a evolução.
  • Grau IV e falha da infiltração: liberação da polia A1, aberta ou percutânea.

Os cuidados na cirurgia.

  • No polegar, os nervos digitais ficam muito próximos da polia (sobretudo o radial, que cruza obliquamente): risco de lesão.
  • Não liberar a polia A2: ela é essencial para evitar o efeito de corda de arco do tendão.
  • Na artrite reumatoide, não se libera a polia A1 (piora o desvio ulnar): faz-se a tenossinovectomia e a ressecção de uma bandeleta do flexor superficial.

Na criança. O polegar em gatilho da criança é diferente: o dedo fica travado em flexão, com um nódulo (de Notta) no flexor longo do polegar, geralmente sem dor. Muitos se resolvem espontaneamente; os persistentes são operados.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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