Classifique, de acordo com Quinnell, um dedo em gatilho que seja desbloqueado, necessitando da extensão passiva.
- Grau I
- Grau II
- Grau IIIA
- Grau IIIB
- Grau IV
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Conceito-chave
O dedo em gatilho. É a tenossinovite estenosante dos flexores na entrada da bainha, no nível da polia A1 (sobre a cabeça do metacarpo). O tendão espessado (às vezes com um nódulo) e a polia estreitada fazem o tendão prender ao passar, e depois soltar de repente, como um gatilho. É mais comum no polegar e no anular, em mulheres de meia-idade e em diabéticos.
A classificação de Quinnell (modificada por Green). Gradua a gravidade pelo comportamento do dedo.
| Grau | Descrição |
|---|---|
| I (pré-gatilho) | Dor e história de travamento, mas sem gatilho demonstrável no exame; dor sobre a polia A1 |
| II (ativo) | Gatilho demonstrável; o paciente consegue estender o dedo ativamente |
| IIIA (passivo) | Gatilho em que o paciente só desbloqueia o dedo com extensão passiva (com a outra mão) |
| IIIB (passivo) | O paciente não consegue fletir o dedo ativamente por completo |
| IV (contratura) | Dedo travado em flexão, com contratura fixa da interfalângica proximal |
O caso da questão. Um dedo que desbloqueia, mas que precisa da extensão passiva para isso, é o grau IIIA.
O tratamento por grau.
- Graus I e II: infiltração de corticoide na bainha (resolve em boa parte dos casos, menos nos diabéticos), órtese noturna e modificação de atividades.
- Grau III: infiltração ou cirurgia, conforme a evolução.
- Grau IV e falha da infiltração: liberação da polia A1, aberta ou percutânea.
Os cuidados na cirurgia.
- No polegar, os nervos digitais ficam muito próximos da polia (sobretudo o radial, que cruza obliquamente): risco de lesão.
- Não liberar a polia A2: ela é essencial para evitar o efeito de corda de arco do tendão.
- Na artrite reumatoide, não se libera a polia A1 (piora o desvio ulnar): faz-se a tenossinovectomia e a ressecção de uma bandeleta do flexor superficial.
Na criança. O polegar em gatilho da criança é diferente: o dedo fica travado em flexão, com um nódulo (de Notta) no flexor longo do polegar, geralmente sem dor. Muitos se resolvem espontaneamente; os persistentes são operados.
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