No tratamento cirúrgico aberto da síndrome do túnel do carpo, existe o risco de lesão do nervo sensitivo palmar do mediano, que se localiza medialmente ao tendão do palmar longo.
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Conceito-chave
O ramo cutâneo palmar do nervo mediano. O mediano dá esse ramo no antebraço distal, cerca de 5 cm proximal à prega do punho, antes de entrar no túnel do carpo. O ramo corre pela face volar do punho e passa superficialmente ao retináculo dos flexores, fora do túnel, para inervar a pele da eminência tenar e da palma proximal.
Onde ele fica. O ramo cutâneo palmar segue tipicamente entre o tendão do palmar longo e o tendão do flexor radial do carpo, ou seja, radial (lateral) ao palmar longo e ulnar ao flexor radial do carpo. Há variações (ramos múltiplos, trajeto através do retináculo), mas o padrão é esse.
Por que a localização importa.
- Na síndrome do túnel do carpo, a sensibilidade da eminência tenar costuma estar preservada, porque o ramo cutâneo palmar não passa pelo túnel. Isso ajuda a distinguir de uma compressão mais proximal do mediano (síndrome do pronador).
- Na liberação aberta do túnel do carpo, a incisão é feita ulnar ao sulco tenar, alinhada com o eixo do anular (ou ulnar ao palmar longo, quando prolongada para o punho). Isso evita o ramo cutâneo palmar, que fica do lado radial, e também o ramo motor recorrente do mediano.
- A lesão do ramo cutâneo palmar produz neuroma doloroso e dor na cicatriz, uma das complicações clássicas da cirurgia.
O erro da afirmação. O risco de lesão existe, mas o ramo fica radial (lateral) ao palmar longo, e não medial. Uma incisão medial (ulnar) ao palmar longo é justamente a forma de evitá-lo.
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