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Questão de Lesões dos tendões extensores (TARO 2008)

Mão e punhoLesões dos tendões extensoresTARO 2008

O dedo em martelo que apresenta flexão da articulação interfalângica distal maior que 30º deve-se à lesão

  1. do ligamento triangular.
  2. da cápsula articular da interfalângica distal.
  3. do ligamento retinacular de LANDSMEER.
  4. do tendão extensor na zona I.
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Gabarito: –

Conceito-chave

Dedo em martelo e o grau de queda da falange distal. O dedo em martelo é a perda da extensão ativa da interfalângica distal (IFD) por lesão do tendão extensor terminal (zona I), seja por ruptura tendínea, seja por avulsão óssea da base dorsal da falange distal. O mecanismo é a flexão forçada da IFD com o dedo estendido (bola na ponta do dedo).

O aparelho extensor distal.

  • Tendão extensor terminal: formado pela união das bandas laterais sobre a falange média; é o principal extensor da IFD.
  • Ligamento triangular: membrana dorsal que une as bandas laterais sobre a falange média, impedindo que deslizem para volar.
  • Ligamento retinacular oblíquo (de Landsmeer): vai da bainha flexora (volar à IFP) até o extensor terminal (dorsal à IFD). Coordena as interfalângicas: ao estender a IFP, ele se tensiona e ajuda a estender a IFD.

Por que a queda maior indica lesão adicional. Com a ruptura isolada do extensor terminal, o ligamento retinacular oblíquo e as estruturas laterais remanescentes ainda sustentam parcialmente a IFD, e a queda costuma ficar em torno de 30 graus ou menos. Queda maior que 30 a 40 graus sugere que essas estruturas acessórias também foram lesadas, notadamente o ligamento retinacular de Landsmeer, perdendo-se o mecanismo auxiliar de extensão.

Tratamento. Órtese em extensão da IFD (com leve hiperextensão, sem incluir a IFP), contínua por 6 a 8 semanas, seguida de uso noturno; qualquer flexão nesse período reinicia a contagem (Bendre e colaboradores). Cirurgia para avulsões com fragmento grande (mais de um terço da superfície articular) com subluxação volar da falange distal. Sem tratamento, o desequilíbrio pode evoluir para pescoço de cisne.

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