Na cobertura cutânea da mão, o retalho de dedo cruzado (cross finger) tem melhor indicação nas lesões
- da ponta do dedo médio.
- ventrais dos dedos longos.
- com exposição do aparelho extensor.
- dorsais da falange proximal do polegar.
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Conceito-chave
O retalho cruzado de dedo (cross finger) usa a pele do dorso de um dedo vizinho, virada como a página de um livro, para cobrir um defeito na face volar do dedo lesado. Os dois dedos ficam unidos por 2 a 3 semanas, até o pedículo ser cortado. A área doadora recebe enxerto de pele total.
A indicação clássica: defeitos ventrais dos dedos longos, nas falanges média e proximal ou na polpa, com tendão flexor ou osso expostos, onde um enxerto de pele não pegaria.
As variações:
cross finger reverso: a pele do vizinho é desepidermizada e virada para cobrir um defeito dorsal (como o aparelho extensor exposto);
cross finger inervado: leva um ramo do nervo digital dorsal, para dar sensibilidade à polpa.
Os outros retalhos:
ponta do dedo: V-Y de Atasoy (perda transversa ou oblíqua dorsal) ou de Kutler;
polegar: Moberg (avanço volar) ou Foucher (kite, do dorso do indicador).
Cuidado: evitar em idosos e em quem tem artrite ou doença vascular, pelo risco de rigidez dos dois dedos.
Na prova: cross finger = defeito volar dos dedos longos.
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