Na lesão crônica dos tendões flexores dos dedos da mão tratada com enxerto tendinoso, o efeito de quadriga ocorre se houver
- excessiva tensão do enxerto.
- amputação da falange distal.
- avulsão do flexor profundo dos dedos.
- utilização de enxerto muito longo após a inserção do lumbrical.
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Conceito-chave
Os flexores profundos dos dedos longos (médio, anelar e mínimo, às vezes o indicador) saem de um ventre muscular comum. É como quatro rédeas presas na mesma mão: se uma ficar curta demais, as outras não conseguem ser puxadas até o fim.
O efeito quadriga: quando o flexor profundo de um dedo é encurtado (avanço de mais de 1 cm, enxerto curto ou com tensão excessiva, coto suturado ao extensor numa amputação), esse dedo fecha primeiro e o ventre comum esgota a excursão. Os dedos vizinhos não conseguem fechar a mão por completo, e a força de preensão cai.
O lumbrical plus, o oposto: quando o flexor profundo perde a continuidade distal (secção distal ao lumbrical, amputação da falange distal, avulsão do profundo ou enxerto longo e frouxo), o profundo puxa a origem do lumbrical. Ao tentar fechar a mão com força, as IF estendem de forma paradoxal. Trata-se com a secção do lumbrical.
A prevenção da quadriga: ajustar a tensão do enxerto com cuidado (o dedo deve ficar um pouco mais fletido que o vizinho na cascata), avançar o profundo no máximo 1 cm na zona I e não suturar o profundo ao extensor no coto de amputação.
Na prova: quadriga com enxerto = tensão excessiva (enxerto curto); enxerto longo = lumbrical plus.
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