Na cirurgia de WILKINSON E CAMPBELL para a correção da escápula alta congênita, a associação da osteotomia da clavícula tem como objetivo
- diminuir a deformidade estética.
- aumentar a retroversão da escápula.
- diminuir o risco de lesão neurológica.
- aumentar a inclinação inferior da escápula.
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Conceito-chave
Na escápula alta congênita (Sprengel), a escápula não desce durante a gestação (9ª a 12ª semana). Fica pequena, alta e rodada, com o ângulo inferior voltado para a linha média, e limita a abdução do ombro. Em cerca de um terço há o osso omovertebral, uma ponte entre a escápula e a coluna cervical. Associa-se a Klippel-Feil, escoliose, costelas anômalas e anomalias renais.
A cirurgia, idealmente entre 3 e 8 anos, desce a escápula e corrige a rotação:
Woodward: solta a origem do trapézio e dos romboides nos processos espinhosos e a reinsere mais abaixo;
Green: solta os músculos da própria escápula, desce o osso e reinsere;
Wilkinson e Campbell: descida da escápula associada à osteotomia da clavícula.
Por que cortar a clavícula: ao descer a escápula, a clavícula desce junto e aperta o plexo braquial contra a 1ª costela. A osteotomia (ou morcelização) da clavícula alivia essa tesoura. A paralisia do plexo é a complicação mais temida da cirurgia.
Na prova: osteotomia da clavícula no Sprengel = diminuir o risco de lesão neurológica.
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