Em relação à artrodese do punho com pinagem intramedular, é correto afirmar:
- essa técnica é contraindicada em pacientes com artrite reumatoide, devido à qualidade óssea inadequada.
- é uma técnica alternativa, com inserção retrógrada através do carpo e saída pelo segundo espaço intermetacarpal, posiciona a mão em discreto desvio ulnar, o que é mecanicamente vantajoso.
- a técnica de Clayton, modificada por Millender e Nalebuff, utiliza preferencialmente o segundo metacarpo como via de acesso para preservar a biomecânica da mão.
- a não consolidação da articulação carpometacarpal do terceiro dedo pode levar à migração proximal do material de síntese.
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Conceito-chave
A artrodese total do punho troca movimento por estabilidade e alívio da dor. O resultado depende de unir os segmentos necessários e fixar a mão numa posição funcional. Uma posição inadequada pode dificultar preensão e higiene mesmo quando há consolidação óssea.
A fixação intramedular atravessa rádio, carpo e, conforme a técnica, o eixo do terceiro metacarpo. Ela tem histórico de uso no punho reumatoide; não é proibida pela presença de artrite reumatoide. Nesse contexto, qualidade óssea, deformidade, cobertura cutânea e risco de proeminência do implante fazem parte da escolha.
A posição é parte da reconstrução. Uma discreta extensão pode favorecer a força de preensão por melhorar a relação comprimento-tensão dos flexores. O alinhamento radioulnar também deve ser planejado, especialmente no carpo reumatoide. A alternativa B descreve uma variante retrógrada com saída pelo segundo espaço intermetacarpal e discreto desvio ulnar. É uma descrição técnica específica, não uma ordem de posicionar todo punho no mesmo ângulo.
A técnica de Clayton e suas modificações se relacionam ao eixo do terceiro metacarpo. Segundo espaço intermetacarpal e segundo metacarpo não são a mesma estrutura: um é o intervalo entre raios, o outro é um osso.
Por fim, a rigidez do material não substitui a união óssea. Se persistir mobilidade na região carpometacarpal, o implante pode migrar, afrouxar ou falhar por fadiga. A ausência de consolidação explica a complicação; sua direção não deve ser tratada como invariavelmente proximal.
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