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Questão de Plexo braquial e paralisia obstétrica (TEOT 2025)

Mão e punhoPlexo braquial e paralisia obstétricaTEOT 2025

Na paralisia obstétrica, a presença da escápula alada na tentativa de rotação interna do ombro reflete o sinal:

  1. De PUTTI.
  2. Do corneteiro.
  3. De Klumpke.
  4. Da gorjeta de garçom
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Gabarito: A · De PUTTI.

Conceito-chave

Na paralisia obstétrica do plexo braquial, a lesão mais comum atinge as raízes C5 e C6 (paralisia de Erb). Os músculos que fazem rotação lateral e abdução do ombro ficam fracos, enquanto os rotadores internos (subescapular, peitoral maior) continuam fortes.

A consequência no ombro: com o tempo, forma-se uma contratura em rotação interna. A cabeça do úmero é empurrada para trás, a glenoide fica retrovertida, e o ombro pode subluxar para posterior (displasia glenoumeral). Por isso, a rotação lateral passiva deve ser acompanhada desde os primeiros meses; se ela cair, investiga-se com ultrassom ou ressonância.

Os sinais do ombro:

sinal de Putti: como a glenoumeral está rígida, ao tentar mover o braço quem se move é a escápula, que se descola do tórax e aparece alada;

sinal do corneteiro: para levar a mão à boca, a criança abduz o ombro e levanta o cotovelo, como quem toca uma corneta, compensando a falta de rotação lateral;

gorjeta de garçom: a postura de repouso da paralisia de Erb, com o braço aduzido e em rotação interna, o cotovelo estendido e o antebraço pronado;

Klumpke: não é um sinal, mas o nome da paralisia das raízes C8 e T1, com mão em garra.

Na prova: escápula alada ao tentar rodar o ombro na paralisia obstétrica = sinal de Putti.

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