Na paralisia obstétrica, a presença da escápula alada na tentativa de rotação interna do ombro reflete o sinal:
- De PUTTI.
- Do corneteiro.
- De Klumpke.
- Da gorjeta de garçom
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Conceito-chave
Na paralisia obstétrica do plexo braquial, a lesão mais comum atinge as raízes C5 e C6 (paralisia de Erb). Os músculos que fazem rotação lateral e abdução do ombro ficam fracos, enquanto os rotadores internos (subescapular, peitoral maior) continuam fortes.
A consequência no ombro: com o tempo, forma-se uma contratura em rotação interna. A cabeça do úmero é empurrada para trás, a glenoide fica retrovertida, e o ombro pode subluxar para posterior (displasia glenoumeral). Por isso, a rotação lateral passiva deve ser acompanhada desde os primeiros meses; se ela cair, investiga-se com ultrassom ou ressonância.
Os sinais do ombro:
sinal de Putti: como a glenoumeral está rígida, ao tentar mover o braço quem se move é a escápula, que se descola do tórax e aparece alada;
sinal do corneteiro: para levar a mão à boca, a criança abduz o ombro e levanta o cotovelo, como quem toca uma corneta, compensando a falta de rotação lateral;
gorjeta de garçom: a postura de repouso da paralisia de Erb, com o braço aduzido e em rotação interna, o cotovelo estendido e o antebraço pronado;
Klumpke: não é um sinal, mas o nome da paralisia das raízes C8 e T1, com mão em garra.
Na prova: escápula alada ao tentar rodar o ombro na paralisia obstétrica = sinal de Putti.
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