Na cirurgia de Eden-Lange para escápula alada, promovemos a
- lateralização das inserções dos romboides e elevador da escápula.
- inferiorização do elevador da escápula e medialização do serrátil anterior.
- centralização dos romboides maior e menor junto ao ângulo inferior escapular.
- transferência da cabeça esternal do peitoral maior para borda anterossuperior da escápula.
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Conceito-chave
A escápula alada acontece quando a escápula perde os músculos que a mantêm junto ao tórax. Há dois tipos principais, com nervos e cirurgias diferentes.
Paralisia do serrátil anterior (nervo torácico longo): a escápula se desloca para medial e o ângulo inferior salta ao empurrar uma parede. Causas: tração em esportes, mochila pesada, cirurgia (mastectomia, dreno de tórax), neurite braquial. Muitas recuperam: observa-se por 12 a 24 meses. Na paralisia crônica, transfere-se a cabeça esternal do peitoral maior para o ângulo inferior da escápula.
Paralisia do trapézio (nervo acessório, muitas vezes lesado em biópsia de linfonodo no pescoço): a escápula cai e se desloca para lateral, e o ombro fica caído.
A cirurgia de Eden-Lange trata a paralisia do trapézio. Ela lateraliza as inserções do elevador da escápula e dos romboides maior e menor: os músculos são soltos da borda medial da escápula e reinseridos mais para fora. Assim, eles passam a puxar a escápula na direção que o trapézio puxava.
Requisito: o nervo dorsal da escápula, que inerva romboides e elevador, precisa estar íntegro.
Salvamento: quando nenhuma transferência é possível, faz-se a escapulotoracodese (fixar a escápula nas costelas).
Na prova: Eden-Lange = lateralização dos romboides e do elevador da escápula, para paralisia do trapézio.
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