Ao se avaliar um paciente apresentando lesão neural, ele foi classificado, de acordo com classificação de Sunderland, como Grupo III, que representa
- neuropaxia.
- neurotmese.
- axonotmese com lesão do endoneuro e do perineuro e preservação do epineuro.
- axonotmese com lesão endoneural e preservação do perineuro.
- axonotmese com lesão mielínica e preservação do endoneuro.
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Conceito-chave
Um nervo periférico tem camadas, como um cabo com vários fios:
axônio: a fibra nervosa, revestida por mielina;
endoneuro: a capa que envolve cada axônio, formando um "tubo";
perineuro: a capa que reúne vários axônios num fascículo;
epineuro: a capa externa de todo o nervo.
A classificação de Sunderland gradua a lesão pela camada mais profunda atingida:
grau I: só a mielina; é um bloqueio de condução (a neuropraxia de Seddon). Recupera completamente;
grau II: o axônio se rompe, mas o endoneuro fica inteiro. O tubo endoneural guia o axônio de volta ao destino certo, e a recuperação é completa;
grau III: o axônio e o endoneuro se rompem, mas o perineuro fica preservado. O fascículo continua inteiro, mas, sem o tubo de cada axônio, as fibras podem crescer para o lugar errado. A recuperação é parcial e imprevisível;
grau IV: o perineuro também se rompe; só o epineuro fica inteiro. Forma-se um neuroma em continuidade;
grau V: o nervo é cortado por completo (a neurotmese de Seddon).
Os graus II, III e IV correspondem, todos, à axonotmese de Seddon, em níveis diferentes de gravidade.
Na prova: o grau III de Sunderland é a axonotmese com lesão do endoneuro e perineuro preservado.
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