A necrose séptica da bainha tendinosa dos flexores da mão detectada no intraoperatório deve ser classificada e tratada segundo MICHON como
- II realizando drenagem por irrigação com cateter.
- III realizando drenagem por irrigação com cateter.
- III realizando debridamento extenso e possível amputação.
- IV realizando debridamento extenso e possível amputação.
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Conceito-chave
A tenossinovite infecciosa dos flexores é uma infecção dentro da bainha dos tendões flexores de um dedo, uma urgência na cirurgia da mão. Durante a cirurgia, o cirurgião vê o que há dentro da bainha, e a classificação de Michon usa esse achado para guiar o tratamento:
estágio I: líquido seroso (claro) aumentado e sinóvia inflamada. Trata-se com irrigação contínua da bainha por um cateter;
estágio II: líquido purulento (pus) e sinóvia granulosa. Trata-se com irrigação e, se preciso, desbridamento limitado;
estágio III: necrose séptica, ou seja, o tendão, a bainha e as polias estão mortos pela infecção. Trata-se com desbridamento extenso, retirando todo o tecido morto, e pode ser necessária a amputação do dedo.
Por que o estágio III é tão grave: um tendão necrosado não volta a deslizar e serve de alimento para as bactérias. Simplesmente irrigar deixaria o tecido morto dentro do dedo, e a infecção continuaria, podendo se espalhar para as bursas da palma e o antebraço.
A classificação tem só três estágios.
Fatores de pior prognóstico: idade mais avançada, diabetes, doença vascular, pus sob a pele, isquemia do dedo e infecção por várias bactérias.
Na prova: a necrose séptica da bainha é Michon III e exige desbridamento extenso e possível amputação.
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