Na rizartrose, o grau IV da classificação de EATON e LITTLER se diferencia por
- osteófitos maiores que 2 milímetros.
- ausência de alterações radiológicas.
- acometimento da articulação escafotrapezoidal.
- esclerose da articulação trapeziometacarpiana.
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Conceito-chave
A rizartrose é a artrose da articulação trapeziometacarpiana, na base do polegar. A classificação de Eaton e Littler divide a doença em quatro graus pela radiografia:
grau I: articulação normal ou com o espaço alargado, por sinovite;
grau II: espaço articular estreitado e osteófitos menores que 2 mm;
grau III: espaço muito estreitado, osteófitos maiores que 2 mm, esclerose (osso mais denso) e cistos;
grau IV: além da trapeziometacarpiana, a artrose atinge também a articulação escafotrapeziotrapezoide (entre o escafoide, o trapézio e o trapezoide). Ou seja, o trapézio está doente dos dois lados: é a artrose pantrapezial.
Por que o grau IV muda a conduta:
uma artrodese da trapeziometacarpiana não resolve, porque só transfere a carga para a outra articulação do trapézio, que também está gasta;
as próteses da base do polegar também ficam limitadas;
a melhor opção passa a ser a trapezectomia total (retirar o trapézio inteiro), muitas vezes com reconstrução ligamentar e interposição de tendão.
Incidências úteis: a radiografia de Roberts (AP verdadeiro da base do polegar) e a de Bett (perfil verdadeiro).
Na prova: o grau IV de Eaton e Littler se diferencia pelo acometimento da articulação escafotrapeziotrapezoide.
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