Dentre os sinais de KANAVEL para tenossinovite dos tendões flexores da mão, o mais importante é o(a)
- edema
- posição em flexão
- dor a extensão passiva do dedo
- sensibilidade aumentada na bainha envolvida
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Conceito-chave
A tenossinovite infecciosa dos flexores é a infecção dentro da bainha dos tendões flexores de um dedo. É uma urgência: o pus dentro da bainha aumenta a pressão, prejudica a circulação do tendão, e em pouco tempo pode destruí-lo ou espalhar a infecção para a palma.
A causa: geralmente uma pequena ferida perfurante na face palmar do dedo, muitas vezes esquecida. A bactéria mais comum é o *Staphylococcus aureus*.
Os quatro sinais de Kanavel:
dor à palpação ao longo de toda a bainha: considerada por Kanavel o sinal mais importante, por ser constante e precoce. Ela ajuda a diferenciar a tenossinovite de um abscesso localizado ou de uma artrite, que doem num ponto só;
dor à extensão passiva do dedo: esticar o dedo comprime a bainha cheia de pus. É muito reprodutível, e alguns autores a consideram o sinal mais precoce;
dedo em semiflexão: é a posição em que a pressão dentro da bainha é menor, uma postura de alívio;
edema fusiforme: o dedo inteiro incha como uma salsicha. Leva mais tempo para aparecer.
O tratamento: antibiótico endovenoso e drenagem com lavagem da bainha. Em casos muito precoces, nas primeiras 24 a 48 horas, pode-se tentar só o antibiótico, com observação rigorosa.
As complicações: aderências, rigidez, necrose do tendão e disseminação para as bursas da palma. A bainha do polegar e a do mínimo se comunicam pelas bursas, e a infecção pode passar de uma para a outra, formando o abscesso em ferradura.
Na prova: o sinal de Kanavel considerado mais importante é a dor à palpação ao longo da bainha.
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