Na paralisia braquial obstétrica, é sinal de lesão pré-ganglionar a paralisia do músculo
- trapézio.
- tríceps braquial.
- serrátil anterior.
- flexor radial do carpo.
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Conceito-chave
Na paralisia do plexo braquial, é fundamental saber se a lesão é pré-ganglionar ou pós-ganglionar:
pós-ganglionar: o nervo foi lesado fora da coluna, depois do gânglio da raiz. Existe um coto ligado à medula, que pode ser enxertado;
pré-ganglionar (avulsão): a raiz foi arrancada da medula. Não sobra coto para enxertar, e o prognóstico é pior. A solução é usar transferências de nervos (levar um nervo funcionante para o músculo paralisado).
Como descobrir clinicamente: alguns nervos saem diretamente das raízes, logo na saída da coluna. Se os músculos que eles inervam estão paralisados, a lesão está muito perto da medula, ou seja, provavelmente pré-ganglionar.
serrátil anterior, inervado pelo nervo torácico longo (raízes C5, C6 e C7): sua paralisia causa escápula alada;
romboides, inervados pelo nervo dorsal da escápula (C5);
diafragma, pelo nervo frênico (C3 a C5): hemidiafragma elevado;
síndrome de Horner (pálpebra caída, pupila pequena): indica avulsão de T1.
Os músculos que não ajudam a localizar:
trapézio: é inervado pelo nervo acessório (um nervo craniano), fora do plexo. Fica preservado e pode servir de doador em transferências;
tríceps e flexor radial do carpo: são inervados por nervos distais (radial e mediano), que se formam bem depois das raízes. Sua paralisia mostra a extensão da lesão, mas não o nível.
Na prova: a paralisia do serrátil anterior é sinal de lesão pré-ganglionar no plexo braquial.
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