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Questão de Doença de Kienböck (TARO 2021)

Mão e punhoDoença de KienböckTARO 2021

A doença de KIENBÖCK ocorre mais frequentemente no sexo

  1. feminino, no punho dominante de trabalhador manual.
  2. masculino, no punho dominante de trabalhador manual.
  3. feminino, no punho não dominante, sem relação com o trabalho.
  4. masculino, no punho não dominante, sem relação com o trabalho.
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Gabarito: B · masculino, no punho dominante de trabalhador manual.

Conceito-chave

A doença de Kienböck é a necrose avascular do semilunar: o osso perde a irrigação, morre e, com o tempo, colapsa. A causa não é totalmente conhecida, mas vários fatores parecem se somar.

O perfil clássico do paciente:

homem;

entre 20 e 40 anos;

trabalhador manual;

acometimento do punho dominante.

Esse perfil combina com a ideia de que cargas repetidas sobre o semilunar ajudam a desencadear a doença.

Os fatores implicados:

variância ulnar negativa: quando a ulna é mais curta que o rádio, o semilunar fica apoiado quase só no rádio, numa área menor, e recebe mais carga;

irrigação frágil: alguns semilunares recebem sangue por um único vaso ou têm pouca comunicação entre os vasos dentro do osso;

forma do semilunar e inclinação do rádio;

sobrecarga e microtraumas repetidos.

A clínica: dor no centro do dorso do punho, inchaço, perda de força para segurar e de movimento. No início a radiografia é normal, e o diagnóstico é feito pela ressonância.

O tratamento depende do estágio (Lichtman) e da variância ulnar: aliviar a carga do semilunar (como encurtar o rádio quando a ulna é curta), revascularizar o osso, artrodeses parciais ou ressecção da fileira proximal.

Na prova: Kienböck é mais frequente em homens, no punho dominante de trabalhadores manuais.

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