No processo de cicatrização dos tendões flexores da mão, o fechamento das polias favorece:
- a formação de aderências
- o mecanismo intrínseco de cicatrização
- o mecanismo extrínseco de cicatrização
- a proliferação de fibroblastos periféricos
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Conceito-chave
Depois de reparado, um tendão flexor pode cicatrizar por duas vias:
cicatrização intrínseca: as próprias células do tendão (tenócitos) e do epitendão (a camada que o reveste) produzem o colágeno da cicatriz. Elas são nutridas pelo líquido sinovial dentro da bainha. É a cicatrização ideal: o tendão se reconstitui por dentro e continua deslizando livremente;
cicatrização extrínseca: células que vêm de fora, do tecido ao redor do tendão e da bainha, invadem o local do reparo. O tecido cicatricial resultante gruda o tendão às estruturas vizinhas. Essas pontes são as aderências, que impedem o deslizamento e deixam o dedo rígido.
O que favorece cada via:
a via intrínseca é favorecida por reparo fino e delicado, mobilização precoce, bainha que não aperta o tendão e boa nutrição;
a via extrínseca (aderência) é favorecida por reparo volumoso, manipulação traumática, imobilização, perda de irrigação e fechar a polia apertada sobre o reparo.
As polias: são faixas que seguram os flexores junto ao osso. As mais importantes são A2 e A4: perdê-las faz o tendão se afastar do osso como a corda de um arco. Por isso não se retiram, mas muitos cirurgiões abrem parcialmente a polia (ventilação) em vez de fechá-la apertada sobre o reparo, que fica mais grosso.
Na prova: fechar a polia sobre o reparo favorece a formação de aderências.
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