Na luxação do joelho há, necessariamente, ruptura dos dois ligamentos cruzados.
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Conceito-chave
A palavra “necessariamente” torna a afirmação errada: existe luxação do joelho com o cruzado posterior ainda funcionando, representada por KD I no esquema do capítulo. B é a resposta provável, preservando a ausência de gabarito oficial.
A luxação descreve perda da relação normal entre fêmur e tíbia. Ela pode reduzir antes da chegada ao atendimento, e o alinhamento aparentemente recuperado não diz quais estruturas falharam. Por isso Schenck classifica a lesão pelas estruturas anatômicas, em vez de depender apenas da direção original do deslocamento (Rockwood, 10ª ed., cap. 61, “Classificação de Schenck”).
O resumo apresenta KD I com LCP funcionando e colaterais variáveis. KD II envolve os dois cruzados, preservando os colaterais; KD III acrescenta um colateral e KD IV, os dois. KD V inclui fratura periarticular. A existência do padrão I já impede generalizar a ruptura bicruzada a toda luxação.
Uma lesão pode ser grave sem reproduzir o padrão mais conhecido. A classificação não dispensa exame vascular: o capítulo recomenda pulsos e ITB em todo joelho luxado, documentado ou suspeito. Tampouco a redução espontânea elimina lesão ligamentar importante.
A pergunta não pede a frequência de ruptura de cada cruzado; pede se a ruptura de ambos é obrigatória. Não é necessário inventar uma porcentagem para refutar uma regra absoluta que o próprio esquema anatômico já contradiz.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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