Durante a artroplastia total do joelho, se várias incisões prévias estiverem presentes no momento da cirurgia, devemos escolher a incisão:
- Mais lateral.
- Mais medial.
- Central.
- Fazer uma nova incisão.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
A pele da frente do joelho é fina, fica sobre um osso sem muito músculo por baixo e é irrigada de um jeito particular. O sangue não chega por vasos grandes que entram direto nela: ele vem por uma rede de pequenas artérias que corre logo abaixo da pele, alimentada principalmente pelo lado medial (ramos da genicular descendente e da safena). O resultado é que retalhos de pele do lado lateral são os mais vulneráveis à falta de sangue e à necrose.
Isso vira uma regra prática na prótese de joelho em quem já operou antes. Quando há várias cicatrizes, a escolha é usar a mais lateral que permita fazer a artrotomia. Ao entrar pela cicatriz mais lateral, o cirurgião evita criar um retalho lateral estreito, entre a nova incisão e uma cicatriz antiga, que receberia pouco sangue. Uma incisão medial, nessa situação, deixaria justamente um grande retalho lateral mal irrigado.
Outros cuidados completam o raciocínio. Cicatrizes transversas antigas podem ser cruzadas em ângulo reto com segurança. Cicatrizes longitudinais paralelas muito próximas, com uma ponte de pele estreita entre elas (menos de cerca de 5 a 6 cm), são perigosas. Os retalhos devem ser levantados em plano profundo, junto à fáscia, sem descolar a pele do tecido de baixo. E fazer uma nova incisão só aumenta o número de pontes de pele isquêmicas.
Quando a pele está muito comprometida, por radioterapia, queimaduras ou muitas cirurgias, o planejamento é feito junto com a cirurgia plástica, às vezes com expansores de pele antes ou com um retalho do músculo gastrocnêmio medial para cobrir o joelho.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo