Na artroscopia, a ótica de 30 graus, em comparação com a de 70 graus, apresenta um campo de visão:
- Maior, com formação de uma área central cega.
- Maior, sem formação de uma área central cega.
- Menor, sem formação de uma área central cega.
- Menor, com formação de uma área central cega.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
A ótica do artroscópio não olha necessariamente para a frente. A ponta é cortada em ângulo, e o número da ótica (0, 30, 70 graus) indica o quanto a direção de visão está inclinada em relação ao eixo da haste.
A ótica de 30 graus é a padrão na artroscopia do joelho. Ela olha um pouco para o lado, mas o centro do que está à frente da haste continua dentro do campo de visão. Girando a ótica em volta do próprio eixo, o cirurgião varre um cone em volta da ponta e amplia o que consegue ver. Mesmo assim, o campo total coberto é menor que o da ótica de 70 graus, e não há ponto cego no centro.
A ótica de 70 graus olha muito para o lado, quase de lado. Girando, ela varre um cone bem mais aberto e enxerga lugares que a de 30 graus não alcança: é a ótica para olhar em volta de uma esquina, como o compartimento posterior do joelho visto pelo intercôndilo, onde ficam o corno posterior do menisco medial e as lesões em rampa. O preço é que ela não enxerga o que está diretamente à frente da ponta, criando um ponto cego central. Isso torna a orientação menos intuitiva e exige experiência: o cirurgião precisa lembrar que o instrumento que entra em linha reta pode estar fora da imagem.
Em resumo: a de 30 graus tem campo menor e sem ponto cego; a de 70 graus tem campo maior e com ponto cego central.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo