Na artroplastia do joelho, o risco de paralisia do nervo fibular está relacionado à correção da deformidade acentuada combinada em:
- Varo e flexão.
- Valgo e flexão.
- Varo e extensão.
- Valgo e extensão.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
O nervo fibular comum é o nervo mais vulnerável do joelho. Ele desce pela face lateral, por trás da cabeça da fíbula, e então contorna o colo da fíbula, onde fica preso, quase sem folga. Qualquer coisa que estique o lado de fora e a parte de trás do joelho tensiona esse nervo como uma corda.
Na artroplastia total do joelho, isso acontece de forma previsível na correção de um joelho com valgo acentuado associado a contratura em flexão. No joelho valgo, as estruturas laterais estão encurtadas há anos; na contratura em flexão, as posteriores também. Quando o cirurgião alinha a perna e estende o joelho, ele alonga de uma vez o lado lateral e o posterior, e o nervo, que se adaptou à posição antiga, é estirado.
A paralisia do fibular após a prótese é rara, mas esse é o cenário clássico. Outros fatores aumentam o risco: analgesia peridural contínua (que esconde a dor e deixa a perna parada numa posição ruim), curativos apertados, tempo prolongado de garrote e neuropatia prévia.
Quando o paciente acorda com o pé caído, as primeiras medidas são retirar curativos compressivos e dobrar o joelho em cerca de 20 a 30 graus, para tirar a tensão do nervo. Uma órtese mantém o pé em posição. Boa parte dos casos recupera total ou parcialmente; os que não melhoram podem precisar de descompressão do nervo ou transferência de tendão.
Na correção do varo acontece o contrário: o lado lateral fica relativamente mais curto, e o nervo não é estirado.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo