Na mesa de tração, a lesão nervosa associada ao poste perineal e o efeito da tração excessiva na fratura subtrocantérica são, respectivamente:
- nervo femoral, e a tração excessiva corrige a flexão do fragmento proximal.
- nervo femoral, e a tração excessiva acentua a flexão do fragmento proximal.
- nervo pudendo, e a tração excessiva acentua a flexão do fragmento proximal.
- nervo pudendo, e a tração excessiva corrige a flexão do fragmento proximal.
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Conceito-chave
Distração e ligamentotaxia. O Rockwood (capítulo 13, Fracture Distraction and Lengthening Techniques) explica que a distração aplica tração através de uma articulação ou de um foco. Usando o conceito de ligamentotaxia, descrito inicialmente por Vidal, as estruturas de partes moles ao redor da fratura alinham os fragmentos quando tensionadas. A distração melhora a visualização, desimpacta fragmentos, melhora o alinhamento e reduz componentes da fratura, em geral como redução indireta, poupando as partes moles. Ferramentas: mesa de tração, fixadores externos, distrator femoral (universal), afastador de lâmina e pinças como Jungbluth e Farabeuf.
A mesa de tração. É o dispositivo de tração mais básico, muito usado para reduzir provisoriamente fraturas do fêmur proximal e da diáfise. A contratração é aplicada no ísquio ipsilateral por um poste perineal na virilha; distalmente, o membro é tracionado por pino esquelético no fêmur distal ou na tíbia proximal, ou por uma bota que segura o pé.
Vantagens e desvantagens.
| Vantagens | Desvantagens |
|---|---|
| forças de distração muito altas | pouca liberdade para manipular o membro, preso distalmente |
| membro estável e suspenso, com acesso quase circunferencial ao fêmur | a distração intensa pode até impedir a redução |
| na fratura subtrocantérica, tração excessiva acentua a flexão do fragmento proximal | |
| risco de paralisia do nervo pudendo pela pressão do poste perineal na virilha |
Por que a subtrocantérica piora. O fragmento proximal da fratura subtrocantérica tende a ficar fletido (o capítulo 10 lembra, na tração 90-90, que o iliopsoas flete o fragmento proximal das fraturas proximais do fêmur). A tração longitudinal intensa no membro não alcança esse fragmento curto e pode acentuar a deformidade, dificultando o alinhamento. Daí a utilidade de ferramentas que controlam diretamente o fragmento proximal: o furador canulado e o instrumento "dedo" de redução (Figura 13-42).
Outras formas de tracionar sem mesa. Estribo de Kirschner no fêmur distal, tíbia proximal ou calcâneo; "alça" de fixador externo com dois pinos de Schanz oblíquos no fêmur ou tíbia distal; na pelve, pinos ortogonais no pilar glúteo e na região supra-acetabular, criando uma alça para tracionar e girar a hemipelve (Figura 13-14).
Ligação com a prova. A banca já cobrou que a tração excessiva na haste com joelho flutuante aumenta a paralisia do nervo fibular (TEOT 2022) e que, na fratura subtrocantérica, o encurtamento de 2,5 cm é indicação de revisão imediata da síntese (TARO 2020).
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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