Na dinamização da haste intramedular para tratar retardo de consolidação, retiram-se todos os parafusos estáticos de um segmento, preferencialmente do segmento
- mais curto, retirando também qualquer parafuso dinâmico.
- mais curto, mantendo quando possível um parafuso dinâmico.
- mais longo, mantendo quando possível um parafuso dinâmico.
- mais longo, retirando também qualquer parafuso dinâmico.
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Conceito-chave
O bloqueio dinâmico perdeu espaço na fratura aguda, mas a dinamização não. O Rockwood (capítulo 12, Interlocking) diz que, embora o bloqueio dinâmico tenha papel limitado nas fraturas agudas, a dinamização continua sendo uma técnica útil no tratamento do retardo de consolidação e da pseudartrose.
O que é dinamizar. Retirar todos os parafusos estáticos de um dos segmentos da haste, para permitir compressão no foco com a carga e, assim, estimular a consolidação.
As regras técnicas do capítulo.
- De qual segmento retirar: em geral é aconselhável retirar os parafusos do segmento mais longo dos dois.
- Controle rotacional: quando possível, colocar ou manter um parafuso em bloqueio dinâmico (no furo oval), para maximizar a estabilidade rotacional enquanto se permite o encurtamento controlado.
- Cuidado com a articulação: não dinamizar um fragmento em que a haste esteja próxima a uma superfície articular, porque, se a fratura encurtar, a haste pode penetrar a articulação.
Por que o segmento mais longo. O raciocínio que se depreende do texto é que, no segmento longo, a haste tem mais contato com o osso e controla melhor o alinhamento mesmo sem os parafusos estáticos; no segmento curto (em geral metafisário), a haste fica mais solta, e retirar os parafusos dali arrisca perda de alinhamento e, se o segmento for perto da articulação, penetração da haste.
Resultados. Um grande estudo retrospectivo de dinamização para pseudartrose da tíbia encontrou altas taxas de consolidação, semelhantes às da troca de haste.
A alternativa: troca de haste. Para pseudartrose bem alinhada previamente tratada com haste, retira-se a haste, fresa-se o canal e coloca-se uma haste 1 a 2 mm mais grossa (alguns preferem outro fabricante, para ter novos pontos de bloqueio em osso íntegro). Muito eficaz na tíbia, mais variável no fêmur.
Ligação com a prova. A banca já perguntou (TARO 2011) que a quebra dos parafusos de bloqueio distal na haste da tíbia está relacionada à dinamização, e (TARO 2007) a sequência de bloqueio quando há diástase após a introdução da haste.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
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