Em série prospectiva de 42 joelhos com lesão aguda e isolada do ligamento cruzado anterior, a lesão condral à ressonância magnética esteve presente em
- 23% dos joelhos.
- 42% dos joelhos.
- 75% dos joelhos.
- 100% dos joelhos.
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Conceito-chave
Lesão condral: a lesão que acompanha as outras. O Rockwood (capítulo 2, Consequences of Cartilage Injury) reforça que a lesão da cartilagem, com ou sem fratura, é fator de risco bem estabelecido para a artrose pós-traumática. A ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA) e as lesões ligamentares do tornozelo também são grandes fatores de risco, e ambas se associam fortemente a lesão condral concomitante.
O LCA e a cartilagem. Numa série prospectiva de 42 joelhos com lesão aguda e isolada do LCA, 100% tinham dano condral diagnosticado pela ressonância magnética. O mecanismo é coerente: a ruptura do LCA costuma ocorrer com subluxação e impacto entre fêmur e tíbia, que machucam a cartilagem e o osso subcondral no mesmo instante.
O tornozelo instável. Em pacientes com instabilidade lateral prolongada do tornozelo após lesão ligamentar, a artroscopia mostrou:
| Grau artroscópico | Achado | Frequência |
|---|---|---|
| 0 | cartilagem normal | 23% |
| 1 | amolecimento, fibrilação ou fissura superficial | 35% |
| 2 | defeito sem exposição do osso subcondral | 24% |
| 3 | exposição do osso subcondral | 17% |
A conclusão prática do capítulo. Deve-se manter alto grau de suspeita de lesão condral após todo trauma articular importante. Lesões pequenas ou fora das áreas de carga do quadril, joelho e tornozelo costumam ser bem toleradas, mas não sempre: lesões pequenas progridem com o tempo, sobretudo quando há lesões associadas de menisco ou dos ligamentos estabilizadores.
Por que a cartilagem lesada progride. A lesão mecânica causa ruptura da matriz, morte extensa de condrócitos e ampliação da "zona de lesão" por mediadores difusíveis (óxido nítrico, proteases, citocinas inflamatórias). A sobrecarga persistente por incongruência, instabilidade ou desalinhamento agrava o dano; os condrócitos da zona superficial são os mais vulneráveis. A perda de proteoglicanos e a ativação de metaloproteinases e ADAMTS iniciam uma cascata de degeneração. Na reconstrução do LCA, a artrofibrose, complicação rara, pode acelerar a artrose por vias inflamatórias e mecânicas.
Energia e artrose. A relação entre a gravidade da lesão do osso subcondral e a degeneração é clara: no pilão tibial, a energia da fratura estimada por tomografia teve 88% de concordância com o desenvolvimento de artrose, e energia mais cominuição articular explicaram 70% da variação da gravidade da artrose aos 2 anos.
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