A Ortese de Denis-Browne deve ser usada para:
- Corrigir todas as deformidades residuais
- Corrigir o abdução e o cavo residuais
- Corrigir o equino e o varo residuais
- Evitar a recidiva da deformidade
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Conceito-chave
A órtese entra depois da correção, não no lugar dela. O pé torto congênito reúne cavo, adução, varo e equino. No método de Ponseti, manipulações e gessos seriados alinham o antepé e corrigem progressivamente adução e varo; o equino residual frequentemente requer tenotomia do tendão calcâneo. Somente depois de obter um pé corrigido se inicia a órtese de abdução, muitas vezes chamada de barra de Denis Browne. Sua função é manter o resultado enquanto tecidos mediais e posteriores crescem e se remodelam, reduzindo a chance de recidiva.
Por que a recidiva é uma preocupação real. Mesmo um pé plantígrado após o último gesso pode voltar a aduzir, varizar ou perder dorsiflexão durante o crescimento. A barra liga duas botas e mantém o pé tratado em abdução e discreta dorsiflexão; nos casos unilaterais, o pé não acometido também fica preso, mas com ajuste diferente. Um protocolo usual para lactentes corrigidos cedo começa com cerca de 23 horas diárias por três meses e depois reduz gradualmente para uso noturno e nas sonecas até aproximadamente quatro a cinco anos. A prescrição deve ser individualizada e explicada à família, porque a adesão é parte do tratamento.
Não confundir posição de manutenção com força de correção. Se persistem cavo, adução, varo ou equino importantes, apertar a órtese não substitui nova avaliação, gessos ou tratamento específico. Um calcanhar que não assenta na bota, escoriações ou recusa persistente podem revelar ajuste ruim ou perda da correção. Identificar cedo esses problemas é mais útil que declarar falha do método sem examinar o pé.
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