Na osteomielite aguda hematogênica, a velocidade de hemossedimentação não é um indicador confiável de infecção em neonatos ou crianças com anemia falciforme.
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Conceito-chave
VHS é um marcador indireto. A velocidade de hemossedimentação depende de proteínas inflamatórias, mas também das características das hemácias. Ela sobe lentamente, pode permanecer elevada após melhora clínica e não identifica, sozinha, infecção óssea. Na suspeita de osteomielite, deve ser interpretada com exame clínico, proteína C reativa, hemoculturas e imagem quando indicada.
No neonato, o exame pode enganar. Infecções osteoarticulares nessa idade podem ter apresentação pouco típica e resposta laboratorial variável. Um VHS normal não encerra a investigação se há pseudoparalisia, dor à mobilização, edema ou sinais sistêmicos. A proteína C reativa costuma responder mais cedo, mas também não substitui avaliação e coleta microbiológica.
A anemia falciforme acrescenta outra armadilha. A forma anormal das hemácias altera a sedimentação; além disso, uma crise vaso-oclusiva pode causar dor óssea e modificar marcadores inflamatórios. O VHS isolado é pouco específico para separar crise de osteomielite. Entretanto, estudos mostram que ele pode subir em infecções importantes, portanto "não confiável" não quer dizer "sempre inútil". A decisão combina evolução, exame, culturas e, quando necessário, ressonância.
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