Na infecção aguda pós artroplastia de joelho, a cultura positiva para S. aureus é uma:
- contraindicação de revisão em dois tempos.
- indicação para desbridamento com retenção da prótese.
- contraindicação relativa para desbridamento com retenção da prótese.
- contraindicação absoluta para desbridamento com retenção da prótese.
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Conceito-chave
Quando uma prótese de joelho infecciona, uma das opções de tratamento é o DAIR, sigla em inglês para desbridamento, antibiótico e retenção do implante. O cirurgião abre o joelho, faz uma limpeza ampla, troca as peças móveis (o polietileno) e mantém os componentes fixados ao osso. Depois, o paciente recebe antibiótico por um tempo prolongado.
O DAIR só funciona em situações específicas, todas ao mesmo tempo:
Infecção aguda, logo depois da cirurgia ou de surgimento recente pelo sangue, com poucas semanas de sintomas. Depois disso, o biofilme (a camada protetora que as bactérias formam sobre o metal) amadurece, e não sai mais com limpeza.
Prótese bem fixa ao osso.
Pele e partes moles que permitam fechar a ferida.
O germe também pesa na decisão. Infecções pelo *Staphylococcus aureus*, especialmente o resistente à meticilina (MRSA), têm taxas de falha do DAIR bem mais altas que as causadas por estreptococos ou germes menos agressivos. Por isso, o *S. aureus* é uma contraindicação relativa: ele não proíbe o DAIR, mas entra na balança junto com as condições do paciente e das partes moles. Com prótese bem fixa e boas partes moles, o DAIR ainda pode ser tentado.
Algumas medidas aumentam a chance de sucesso: limpeza radical, troca do polietileno e uso de antibiótico que age no biofilme, como a rifampicina para estafilococos.
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