Na amputação ao nível do pé e tornozelo, a figura abaixo corresponde a técnica de

- Boyd.
- Syme.
- Chopart.
- Pirogoff.
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Conceito-chave
O que se consegue reconhecer na figura. Apesar da resolução baixa, o retropé aparece de perfil com o calcâneo mantido sob a tíbia e o tálus ausente. Não se vê um calcâneo retirado junto com o restante do pé, como na Syme. Também não se vê o tálus ainda articulado ao calcâneo, como ocorreria numa amputação mediotársica de Chopart. A união entre a superfície preparada do calcâneo e a tíbia corresponde à artrodese tibiocalcânea de Boyd, que permite formar um coto com apoio terminal.
O que dá suporte a esse apoio. O coxim plantar do calcanhar permanece preso ao calcâneo. Depois da consolidação, carga e pressão são transferidas por uma superfície adaptada à marcha. Essa vantagem anatômica tem custo: é preciso obter fusão entre os ossos, e pseudartrose, ferida com problemas de cicatrização ou dificuldade de encaixe protético podem comprometer o resultado. A escolha do nível de amputação depende também de perfusão, infecção, pele disponível e possibilidade de reabilitação, não somente do comprimento preservado.
Osteotomia é a pista para distinguir Boyd de Pirogoff. Ambas podem deixar parte do calcâneo e unir osso à tíbia, razão pela qual uma figura ruim confunde. Na Boyd, o calcâneo é mantido e aproximado ou avançado até a tíbia. Nas descrições modificadas de Pirogoff, o calcâneo é osteotomizado, parte anterior é removida e o fragmento posterior pode ser girado para se ajustar à superfície tibial. Como há variações históricas nos nomes, a interpretação deve priorizar o desenho concreto da osteotomia, não uma regra rígida de graus de rotação.
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