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Questão de Osteomielite aguda (TARO 2024)

Conceitos básicosOsteomielite agudaTARO 2024

Nas infecções pós-operatórias com material de osteossíntese, as alterações de osteólise são visíveis usualmente

  1. entre 2 e 7 dias de pós-operatório e com 30 a 50% de perda óssea.
  2. entre 2 e 7 dias de pós-operatório e com 55 a 70% de perda óssea.
  3. entre 10 e 21 dias de pós-operatório e com 30 a 50% de perda óssea.
  4. entre 10 e 21 dias de pós-operatório e com 55 a 70% de perda óssea.
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Gabarito: C · entre 10 e 21 dias de pós-operatório e com 30 a 50% de perda óssea.

Conceito-chave

Quando uma osteossíntese infecciona, o osso ao redor da placa e dos parafusos começa a ser destruído (osteólise). Mas a radiografia demora para mostrar isso, e entender o porquê é importante.

O osso só muda de aspecto na radiografia quando já perdeu uma parte grande do seu mineral naquele ponto, cerca de 30 a 50%. E essa perda leva tempo para acontecer: costuma ficar visível entre 10 e 21 dias depois do início do processo.

As consequências práticas:

Uma radiografia normal nas primeiras semanas não afasta infecção.

Quando a radiografia mostra áreas escuras ao redor dos parafusos, afrouxamento do material ou reação do periósteo, o processo já está acontecendo há semanas.

Por isso, o diagnóstico precoce depende de outros sinais:

A clínica: dor que não melhora como esperado, secreção pela ferida, vermelhidão, febre.

A PCR: depois de uma cirurgia, ela sobe e depois cai. Se não cai como esperado, ou volta a subir, é sinal de alerta.

Exames de imagem mais sensíveis, como a ressonância (com técnicas para reduzir a interferência do metal) e a medicina nuclear.

E, principalmente, a cultura de tecido profundo colhido na cirurgia.

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