A lesão do tendão do músculo glúteo médio é mais frequente em
- homens com mais de 50 anos.
- mulheres com mais de 50 anos.
- homens com menos de 50 anos.
- mulheres com menos de 50 anos.
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Conceito-chave
Os tendões do glúteo médio e do glúteo mínimo se prendem no trocanter maior, a saliência óssea do lado de fora do quadril. Eles são os principais abdutores do quadril, os músculos que afastam a perna e, sobretudo, que mantêm a bacia nivelada quando apoiamos o peso numa perna só, ao andar. Por terem função e comportamento parecidos com os tendões do ombro, são chamados de "manguito rotador do quadril".
As lesões desses tendões são, na maioria, degenerativas: o tendão vai se desgastando com o tempo até se romper parcial ou totalmente na inserção. O perfil típico é de mulheres acima dos 50 anos, assim como acontece com o manguito rotador do ombro.
A queixa é dor do lado de fora do quadril, sobre o trocanter, pior ao deitar sobre o lado dolorido e ao subir escadas. Nos casos maiores, há fraqueza para afastar a perna e o sinal de Trendelenburg: ao apoiar só na perna doente, a bacia cai do outro lado, porque os abdutores não seguram.
Muitas vezes essa dor é tratada por anos como "bursite trocantérica", quando o problema real está no tendão. A ressonância ou o ultrassom mostram a lesão.
O tratamento começa com fisioterapia para fortalecer os abdutores e com a orientação de evitar posições que comprimam o tendão. Nas roturas com dor e fraqueza que não melhoram, faz-se o reparo cirúrgico, aberto ou por endoscopia. Infiltrações repetidas de corticoide devem ser evitadas, porque podem enfraquecer ainda mais o tendão.
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