Na consolidação viciosa com deformidade angular tratada com fixação externa circular, a colocação da dobradiça no lado convexo da bissetriz do CORA leva a
- cunha de abertura.
- cunha de fechamento.
- rotação dos fragmentos.
- translação dos fragmentos.
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Conceito-chave
Na correção de um osso torto com fixador externo circular (o tipo Ilizarov, com anéis em volta do membro), a correção acontece em torno de uma dobradiça, o eixo em torno do qual um fragmento gira em relação ao outro. Pense numa porta: o lado da dobradiça não sai do lugar, e o outro lado é que abre ou fecha.
Numa deformidade angular, o osso tem um lado côncavo (o lado "fechado" da curva, de dentro) e um lado convexo (o lado "aberto", de fora). A posição da dobradiça define o que acontece com o comprimento do osso:
Dobradiça no lado convexo. Esse lado fica parado, e o lado côncavo é afastado até o osso ficar reto. Abre-se uma cunha de osso no lado côncavo: é a cunha de abertura. O osso fica mais longo, e o espaço aberto é preenchido pelo osso novo do alongamento (regenerado) ou por enxerto.
Dobradiça no lado côncavo. Esse lado fica parado, e o lado convexo é que se fecha. É a cunha de fechamento, e o osso fica mais curto.
Dobradiça no centro, no CORA (o ponto de cruzamento dos eixos dos fragmentos), sobre a bissetriz do ângulo: o lado côncavo abre e o convexo fecha na mesma medida. O ângulo é corrigido sem mudar o comprimento.
Na prática, isso é útil: se, além de torto, o osso estiver curto, posicionar a dobradiça no lado convexo corrige as duas coisas ao mesmo tempo.
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