Na escoliose idiopática juvenil, o fator prognóstico mais associado à necessidade de artrodese é
- o nível da vértebra apical.
- a diferença do ângulo costovertebral.
- o sexo da criança.
- a idade ao diagnóstico.
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Conceito-chave
A escoliose juvenil fica entre duas doenças com regras próprias: a infantil, que muitas vezes resolve e se prevê pelo método de MEHTA, e a do adolescente, que se prevê pelo COBB e pelo RISSER. A juvenil não segue nenhuma das duas à risca.
O fator que prediz. O Tachdjian's Pediatric Orthopaedics, 6ª ed., cap. 9 (Scoliosis) (p. 176) aponta como melhor fator prognóstico o nível da vértebra apical: curvas com ápice em T8, T9 ou T10 tiveram 80% de chance de chegar à artrodese até os 15 anos. O Campbell's Operative Orthopaedics, 15ª ed., cap. 40 (Scoliosis) (p. 1529) repete o dado.
O fator que não prediz. O livro destaca que, ao contrário da infantil, a diferença do ângulo costovertebral (RVAD) inicial não prediz a progressão na juvenil: nas curvas progressivas ele aumenta de forma constante, mas o valor inicial não separa quem vai piorar. Durante o colete, porém, o RVAD que sobe mais de 10 graus indica progressão.
O comportamento da doença. A juvenil progride mais, responde menos ao colete e é operada mais vezes que a AIS. O Campbell cita progressão de 67% abaixo de 10 anos e de 100% nas curvas acima de 20 graus; 27% a 56% acabam fundidas. A relação entre os sexos muda com a idade (1:1 entre 3 e 6 anos, 4:1 de 6 a 10, 8:1 aos 10, a favor das meninas), o que reflete a transição para o perfil do adolescente, e não um fator de risco independente. As anomalias do neuroeixo chegam a 18% a 26%, e a ressonância é obrigatória antes da cirurgia.
Por que esta questão foi criada. A SBOT-SP cobrou quantos graus de progressão indicam o colete na juvenil; esta questão cobra o fator que antecipa quem vai precisar de artrodese.
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