Na fratura da coluna toracolombar descrita por CHANCE, o ligamento longitudinal anterior está lesado.
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Conceito-chave
Na Chance clássica, a falha de flexão-distração atravessa osso de uma única vértebra. Chamar essa lesão puramente óssea de ruptura do ligamento longitudinal anterior troca o padrão B1 por uma descrição ligamentar que não o define. A afirmação é errada.
O eixo de rotação fica à frente do corpo vertebral; por trás dele, o osso se abre em tensão. O traço pode atravessar elementos posteriores e corpo sem atravessar o disco. O resumo enfatiza que essa lesão de três colunas é puramente óssea, o que ajuda a explicar seu potencial de consolidação com alinhamento mantido (Rockwood, 10ª ed., cap. 49, “B1: a fratura de Chance”).
Flexão-distração não é sempre o mesmo subtipo. Na B2, a falha ocorre no nível intervertebral e pode envolver osso, ligamento ou ambos. Transferir essa descrição para a Chance clássica elimina a distinção que a classificação procura fazer.
A associação com lesão abdominal continua importante: o cinto pode funcionar como fulcro à frente da coluna. Reconhecer a lesão óssea não torna o restante do trauma benigno nem dispensa avaliar vísceras e vasos.
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