O diagnóstico de estenose cervical congênita é confirmado quando a relação de ocupação da medula no corte axial de ressonância magnética (SCOR) é a partir de:
- 50%.
- 58,3%.
- 75%.
- 80%.
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Conceito-chave
O canal cervical estreito por constituição (congênito) é importante porque tira da medula a sua margem de segurança. Num canal normal, a medula fica cercada por uma camada de líquor que funciona como amortecedor. Num canal estreito, essa camada é mínima, e traumas pequenos, como uma hiperextensão num jogo de futebol americano ou uma queda simples, podem causar lesão medular, inclusive neuropraxia transitória com tetraparesia que desaparece em minutos.
A primeira forma de medir isso foi na radiografia em perfil. O diâmetro sagital do canal abaixo de cerca de 13 mm é considerado estreito, e abaixo de 10 mm, gravemente estreito. Como a ampliação da radiografia varia, criou-se a razão de Torg-Pavlov: o diâmetro do canal dividido pelo diâmetro do corpo vertebral no mesmo nível, sendo abaixo de 0,8 sugestivo de estenose. O problema é que atletas grandes têm corpos vertebrais grandes, e a razão sai baixa mesmo com canal adequado. Ou seja, muitos falsos positivos.
A ressonância resolve isso ao mostrar diretamente quanto espaço sobra em volta da medula. A relação de ocupação da medula (SCOR, do inglês spinal cord occupation ratio) é a área da medula dividida pela área do canal, medida no corte axial. Quanto maior a porcentagem, menos líquor de reserva. Pelo critério adotado nesta questão, uma ocupação de 80% ou mais confirma a estenose cervical congênita.
Vale lembrar que os pontos de corte variam entre estudos e técnicas, e que a medida deve ser lida junto com o quadro clínico e com as outras medidas do canal.
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