Paciente masculino, 59 anos, admitido no pronto-socorro com história de dor lombar há sete dias. Ao exame, encontra-se afebril e sem déficits neurológicos. Exames de laboratório: 10.800 leucócitos/mm³, velocidade de hemossedimentação de 40 mm/h (valor normal: 0-20 mm/h) e proteína C reativa de 15 mg/L (valor normal: 0-5 mg/L). Exames de imagem (radiografia e ressonância magnética) sugestivos de espondilodiscite L4L5, sem sinais de instabilidade. Hemocultura positiva para Staphylococcus aureus sensível à meticilina. A conduta mais adequada para este caso é
- biópsia guiada por tomografia.
- desbridamento via anterior e biópsia sem instrumentação.
- antibioticoterapia venosa conforme organismo identificado.
- desbridamento via posterior, biópsia e estabilização cirúrgica.
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Conceito-chave
Espondilodiscite piogênica: quando é clínica
- Tratamento: antibiótico dirigido ao germe:
- geralmente IV no início;
- total de ~6 semanas (ensaio de Bernard, 2015: 6 semanas não foram inferiores a 12);
- seguimento com PCR / VHS e clínica.
- Órtese para dor, e mobilização precoce.
Quando operar
- Déficit neurológico (ou abscesso epidural compressivo).
- Instabilidade / deformidade progressiva (destruição e colapso).
- Abscesso grande que não drena ou não responde.
- Falha do tratamento clínico, ou dor intratável.
O caso
- 59 anos, afebril, sem déficit, sem instabilidade.
- Hemocultura positiva para S. aureus sensível à meticilina: o germe já está identificado.
- Não há indicação cirúrgica, e a biópsia não acrescenta.
Conduta: antibiótico IV dirigido (por exemplo, oxacilina ou cefazolina), com pesquisa de endocardite (ecocardiograma), pois a bacteremia por S. aureus a exige.
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