O abscesso epidural vertebral localiza-se mais frequentemente na região:
- Cervical.
- Torácica.
- Lombar baixa.
- Transição toracolombar.
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Conceito-chave
O espaço epidural é a faixa entre o osso do canal e a dura-máter, a membrana que embrulha a medula e as raízes. Não é igual ao longo da coluna. No pescoço, ele é praticamente virtual: a dura fica colada no osso. Na região lombar, principalmente atrás, ele é amplo e cheio de gordura e veias. Pus precisa de espaço para se acumular, e é por isso que o abscesso epidural aparece mais na região lombar (e na torácica), e bem menos na cervical.
Aqui existe uma inversão que a banca adora explorar em outras questões: onde o abscesso é mais frequente não é onde ele é mais perigoso. Na lombar, abaixo do fim da medula, ele comprime raízes da cauda equina, que toleram melhor e têm espaço em volta. No pescoço, um volume pequeno já esmaga a medula, e a piora pode ir de dor a tetraplegia e insuficiência respiratória em horas. Por isso o abscesso cervical tem indicação preferencial de cirurgia.
Quem tem abscesso epidural costuma ter uma porta de entrada para bactérias e defesas baixas: diabetes, uso de drogas injetáveis, álcool, imunossupressão, procedimentos na coluna (inclusive anestesia peridural), infecções na corrente sanguínea ou uma espondilodiscite vizinha. O Staphylococcus aureus é o germe principal.
A tríade de livro, dor nas costas, febre e déficit neurológico, aparece completa numa minoria; a dor é o sintoma mais constante. O exame é a ressonância com contraste da coluna inteira, porque pode haver focos salteados. O tratamento padrão é drenar e dar antibiótico, especialmente se já há déficit.
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