Na espondilolistese da criança e adolescente, a manifestação inicial mais frequente é
- a deformidade lombossacra.
- a alteração de marcha.
- radiculopatia de L5 ou S1.
- a dor lombar.
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Conceito-chave
Pense numa ginasta de 13 anos que treina todos os dias. Ela passa horas arqueando as costas para trás: pontes, flic-flacs, aberturas. Cada extensão concentra carga numa pequena ponte de osso atrás da vértebra, a pars interarticularis de L5. Com a repetição, essa ponte racha por estresse, como um clipe dobrado muitas vezes. É a espondilólise. Se a vértebra depois escorrega para a frente, vira espondilolistese.
O que leva essa menina ao consultório quase sempre é dor lombar baixa, que piora com o esporte e com a extensão do tronco e melhora com repouso. No exame, ficar em pé numa perna só e inclinar o tronco para trás (o teste da cegonha) reproduz a dor, e é comum encontrar os músculos de trás da coxa encurtados. Esportes de extensão repetida, como ginástica, balé, lutas, mergulho e levantamento de peso, são os clássicos.
Os outros achados da questão existem, mas chegam mais tarde e nos casos graves. Quando o escorregamento é grande, aparecem o degrau palpável na lombar, a deformidade lombossacra, a marcha com quadris e joelhos fletidos e a compressão da raiz L5. São marcas do alto grau, não da apresentação inicial.
A investigação começa com radiografia. A tomografia mostra bem o defeito ósseo, e a ressonância, sem radiação, flagra o edema da fratura de estresse ainda no começo, quando ela pode consolidar. Nos casos de baixo grau, afastamento do esporte, fisioterapia e às vezes colete resolvem; cirurgia fica para o alto grau ou para a dor que não cede.
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