Na lesão medular incompleta caracterizada por tetraparesia que acomete mais os membros superiores que os inferiores, o tipo, mecanismo e a faixa etária mais comuns são
- medular anterior por hiperflexão em idosos.
- medular anterior por hiperflexão em jovens.
- medular central por hiperextensão em idosos.
- medular central por hiperextensão em jovens.
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Conceito-chave
O paciente perdeu mais força nos braços do que nas pernas. Antes de pensar em uma fratura específica, esse desnível do exame sugere síndrome medular central. Quando a questão acrescenta o mecanismo e a faixa etária típicos, a combinação é hiperextensão em um idoso.
O resumo descreve o cenário do canal cervical estreito, por espondilose ou estenose prévia, que sofre trauma com o pescoço levado para trás. O déficit motor e sensitivo é mais importante nos membros superiores, especialmente nas mãos; alterações das pernas e dos esfíncteres podem coexistir. A ausência de fratura ou desalinhamento não exclui esse comprometimento medular (Rockwood, 10ª ed., cap. 48, “Síndrome medular central”).
A síndrome anterior tem outro padrão: comprometimento motor e de dor e temperatura, com propriocepção preservada. Nela, o detalhe decisivo é a dissociação entre modalidades sensitivas, não a fraqueza desproporcional das mãos. Reconhecer qual assimetria está sendo descrita evita trocar os dois quadros.
Idoso é o perfil clássico, não uma condição obrigatória. A síndrome pode ser considerada em outras idades; o que se pede aqui é a associação mais característica entre os três componentes fornecidos.
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