Na espondilolistese ístmica, quando sintomática, a raiz mais frequentemente acometida é
- L3.
- L4.
- L5.
- S1.
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Conceito-chave
O que é espondilolistese ístmica. É o escorregamento de uma vértebra para a frente por um defeito na pars interarticularis, a ponte de osso entre a parte da frente e a parte de trás da vértebra. Na grande maioria das vezes acontece em L5 sobre o sacro. O corpo de L5 vai para a frente e o arco posterior, solto, fica para trás.
Por que a raiz L5 sofre. Cada raiz lombar sai pelo forame abaixo da vértebra de mesmo número: a raiz L5 sai pelo forame entre L5 e S1. Na espondilolistese ístmica de L5, esse é exatamente o forame deformado. O escorregamento reduz a altura do forame, e o tecido fibroso e cartilaginoso que se forma no defeito da pars, tentando consolidá-lo, ocupa o espaço. A raiz L5 fica presa contra o pedículo. O paciente tem dor na face lateral da perna e no dorso do pé e pode ter fraqueza do extensor longo do hálux (o músculo que levanta o dedão).
Não confundir com a hérnia de disco. A hérnia posterolateral do disco L5-S1, a mais comum, comprime a raiz que passa por trás do disco descendo para o forame de baixo, a S1. Só a hérnia foraminal L5-S1 comprime a L5. Na espondilolistese ístmica, a compressão é foraminal, e por isso a raiz é L5.
Outro detalhe. Na forma ístmica o arco fica para trás, então o canal central tende a se alargar, e a cauda equina raramente é comprimida no centro. Na displásica é o contrário: o arco inteiro acompanha a vértebra e estreita o canal.
Tratamento cirúrgico. Descompressão do forame de L5, com retirada do tecido fibroso e do arco solto (procedimento de Gill), associada a artrodese entre L5 e S1.
Na prova: espondilolistese ístmica de L5 comprime a raiz L5 no forame; hérnia posterolateral L5-S1 comprime S1.
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