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Questão de Fratura do úmero distal (OrtoQuestões Simulados)

Trauma adultoFratura do úmero distalOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Na osteotomia olecraniana para expor o úmero distal, o ponto de entrada articular deve localizar-se na

  1. fossa radial.
  2. faceta coronoide.
  3. faceta olecraniana.
  4. área nua entre as facetas.
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Gabarito: D · área nua entre as facetas.

Conceito-chave

A exposição não deve criar uma lesão cartilaginosa desnecessária. A osteotomia olecraniana permite refletir o olécrano com o tríceps e obter ampla visualização da superfície articular do úmero distal. Seu principal benefício é o acesso para reduzir e fixar fragmentos intra-articulares complexos. A página 28 descreve o planejamento do corte na área não articular da incisura troclear da ulna, entre a faceta olecraniana e a faceta coronoide. Essa área nua é o ponto de entrada articular solicitado.

A localização precisa ser identificada, não presumida apenas pela posição externa do osso. O capítulo orienta dissecção medial e lateral ao olécrano para entrar na articulação ulnohumeral e reconhecer a área sem cartilagem. A dissecção não deve avançar distalmente de forma excessiva, pois pode colocar em risco as inserções dos ligamentos colaterais. Afastadores protegem as partes moles e ajudam a visualizar o local onde o corte deve alcançar a incisura.

A forma e a técnica do corte são decisões adicionais. O texto descreve uma osteotomia em chevron com ápice distal. A serra completa parte do corte, e a porção restante é fraturada de forma controlada com osteótomos. Perfurações ajudam a limitar propagação imprevisível. A superfície final irregular facilita interdigitação dos fragmentos e redução ao reparar a osteotomia. A geometria em chevron oferece estabilidade rotacional e maior área de contato, mas não substitui a localização correta na área nua.

O capítulo também apresenta osteotomia transversal como opção tecnicamente mais simples. Não afirma que toda osteotomia transversal irá falhar ou que um único formato elimina qualquer risco. A escolha depende da exposição, do planejamento e da fixação. Nesta questão, o ponto comum e explícito é a referência não articular entre as duas facetas; detalhes comparativos de estudos cadavéricos não foram transformados em uma exigência universal de técnica.

A osteotomia adiciona uma fratura a ser estabilizada. Após reconstruir o úmero, o olécrano precisa ser reduzido e fixado. O capítulo apresenta banda de tensão, montagens com parafuso e banda de tensão, e placa de compressão. Os autores preferem placa e descrevem aplicá-la previamente e retirá-la antes do corte para facilitar a redução ao final. O material pode ficar proeminente e causar dor local; a osteotomia também pode apresentar atraso de consolidação ou pseudartrose. Esses riscos fazem parte do equilíbrio entre visão articular e dano adicional da via.

O acesso é especialmente útil em fraturas C com cominuição articular que requerem redução direta. A via paratricipital evita a osteotomia e preserva a inserção tendínea, porém visualiza menos a articulação anterior. Se uma artroplastia total pode ser necessária, a osteotomia inicial merece cautela: pode comprometer a fixação do componente ulnar e a cicatrização do corte. O capítulo trata essa situação como motivo para planejar uma exposição compatível com eventual conversão.

As fossas radial, coronoide e olecraniana no úmero permitem movimento e não são o local do corte olecraniano na ulna. Da mesma forma, as facetas olecraniana e coronoide são superfícies articulares que delimitam a área nua, não alvos para atravessar deliberadamente a cartilagem. A questão exige reconhecer em qual osso e entre quais estruturas se encontra a referência. É uma lacuna anatômica com formato de prova, ligada diretamente a um acesso que a banca já aborda ao comparar técnicas.

A conduta segura combina exposição suficiente, identificação do ulnar, reconhecimento da área nua, corte controlado e reparo estável. Memorizar chevron sem localizar o ponto de entrada não atende ao principal cuidado cartilaginoso ensinado pelo trecho.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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