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Questão de Fratura do úmero distal (OrtoQuestões Simulados)

Trauma adultoFratura do úmero distalOrtoQuestões Simulados

OrtoQuestões Simulados: elaborada a partir da bibliografia de referência e inspirada no padrão da prova. Não é questão oficial da prova nem foi elaborada, revisada ou endossada pela instituição organizadora.

Na fratura exposta grau I do úmero distal por mecanismo contuso, a pequena ferida costuma situar-se na região

  1. medial.
  2. anterior.
  3. anteromedial.
  4. posterior ou posterolateral.
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Gabarito: D · posterior ou posterolateral.

Conceito-chave

A localização da ferida ajuda a reconhecer a lesão de partes moles. Fraturas expostas do úmero distal podem resultar de mecanismos contusos ou de trauma de maior energia, como ferimentos por projétil ou explosões. A página 69 relaciona os mecanismos contusos com pequenas feridas de punção grau I. Essas feridas costumam localizar-se posteriormente ou posterolateralmente no cotovelo e podem acompanhar lacerações do tendão ou do músculo tríceps. A pergunta solicita essa topografia típica, sem afirmar que toda fratura exposta terá exatamente o mesmo aspecto.

A pele posterior recobre a região do olécrano e o mecanismo extensor. Uma abertura pequena pode indicar comunicação com a fratura e dano profundo maior que a dimensão cutânea sugere. A avaliação deve incluir partes moles, extensão da lesão e estado neurovascular. O capítulo orienta reexaminar pele e nervos antes da operação, pois edema, bolhas e tensão cutânea podem mudar enquanto o paciente aguarda o tratamento. A classificação de exposição não substitui essa inspeção.

Tratar a abertura é mais que fechar a pele. As prioridades descritas para fraturas expostas são irrigação e desbridamento, antibióticos intravenosos, cobertura antitetânica, estabilização da fratura e manejo adequado das partes moles. Infecção, falha de consolidação, falha do material e problemas de ferida são complicações relevantes. A pequena punção posterior não permite reduzir o tratamento a um cuidado superficial nem ignorar o possível comprometimento tricipital.

Quando há laceração do tríceps associada à fratura intra-articular, o capítulo prefere aproveitar uma via que não cause uma segunda interrupção do mecanismo extensor. As abordagens de divisão do tríceps e a língua tricipital de VAN GORDER são discutidas nesse contexto. A lógica é integrar o dano traumático à exposição necessária para fixar a articulação. Uma osteotomia olecraniana pode oferecer boa visão, mas adicionaria outra lesão ao mecanismo já interrompido.

Fragmentos articulares exigem ponderação própria. O desbridamento de tecidos contaminados e desvitalizados é um princípio geral. O texto ressalva que grandes fragmentos articulares não devem ser descartados automaticamente sem considerar a consequência da perda de superfície. Recomenda tentar preservá-los com limpeza cuidadosa e remoção de material estranho, ponderando risco de infecção contra deterioração articular e necessidade de reconstrução posterior. Isso não significa reter qualquer fragmento contaminado sem avaliar viabilidade e condições locais.

A localização também dialoga com os acessos. Uma incisão posterior longitudinal pode permitir abordar os lados medial e lateral por retalhos fasciocutâneos, como na página 26. Acesso medial serve a lesões da coluna medial ou da tróclea, enquanto a via anterior limitada pode tratar cisalhamentos anteriores. Essas localizações são verdadeiras da cirurgia do cotovelo, mas não correspondem à posição típica da punção contusa grau I descrita na pergunta. O distrator explora essa proximidade sem transformar local de acesso em local de ferida.

O TARO 2023 cobrou a face posterior como localização da ferida exposta do úmero distal. A edição atual acrescenta a região posterolateral e o vínculo com o tríceps. A nova alternativa reúne as duas regiões para reproduzir o texto com precisão. O enunciado especifica grau I e mecanismo contuso, evitando estender a distribuição típica a feridas extensas causadas por projéteis ou explosões.

A mesma seção não faz da exposição grau I uma contraindicação absoluta a toda artroplastia. Nas páginas 54 e 69, o capítulo admite avaliação de pequenas feridas limpas em pacientes idosos, com manejo em etapas se houver dúvida sobre limpeza ou atraso. O ponto central desta questão permanece a topografia e o alerta extensor; a escolha entre fixação e prótese depende de outros atributos.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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