O ângulo superior e a parte adjacente da fossa supraespinal são excluídos do corpo biomecânico da escápula porque
- têm osso mais espesso que o restante do corpo.
- não transmitem forças de compressão da glenoide.
- não recebem inserção de nenhum músculo.
- pertencem ao complexo suspensor superior do ombro.
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Conceito-chave
O corpo anatômico é toda a lâmina triangular da escápula. O corpo biomecânico corresponde à arquitetura que conduz as forças de compressão da glenoide. A diferença depende do caminho da carga, não apenas da posição de uma região no desenho do osso.
A carga chega pela glenoide e encontra dois pilares: o lateral, entre a borda inferior da glenoide e o ângulo inferior, e o espinal, que segue da região central da glenoide pela base da espinha em direção medial. A borda medial une esse conjunto. Já o ângulo superior e a fossa supraespinal adjacente funcionam como apêndice para músculos e não participam dessa transmissão compressiva (resumo do Rockwood, 10ª ed., cap. 33, “Osso grosso e osso fino”).
É por isso que uma fratura pode atingir o corpo anatômico sem interromper da mesma forma os pilares que sustentam a glenoide. Na leitura de uma tomografia, vale perguntar quais desses pilares o traço cruza. O resumo da Biblioteca relaciona essa arquitetura aos padrões de fratura do corpo.
Por que esta questão foi criada. Para ligar a anatomia dos pilares ao conceito de corpo biomecânico, em vez de tratar toda a lâmina escapular como equivalente na transmissão de carga.
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