Na fratura dos ossos do antebraço, a fixação intramedular apresenta
- baixo índice de pseudartrose.
- fácil controle de redução anatômica.
- dificuldade na exploração neurovascular.
- alto índice de resultados satisfatórios.
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Conceito-chave
O padrão-ouro é a placa. Na fratura diafisária dos dois ossos do antebraço no adulto, o tratamento de referência é a redução aberta e placa de compressão em cada osso. O antebraço é uma articulação de rotação, e recuperar a pronossupinação exige restaurar com precisão o comprimento, a rotação e o arco radial (a curvatura do rádio, com ápice lateral no terço médio). As séries com placa mostram consolidação acima de 95% e bons resultados funcionais.
A haste intramedular no antebraço. É introduzida por pequenas incisões longe do foco (a ulna pelo olécrano, o rádio pelo estiloide ou pelo tubérculo de Lister), com redução fechada ou minimamente aberta. As vantagens são menor dissecção, menor cicatriz e preservação da biologia. As desvantagens: é difícil obter e controlar a redução anatômica, sobretudo da rotação e do arco radial; a estabilidade rotacional é menor (hastes antigas não eram bloqueadas); as taxas de pseudartrose e de perda de pronossupinação foram maiores nas séries antigas. E, como não se abre o foco, não é possível explorar diretamente as estruturas neurovasculares nem inspecionar o traço, o que é uma limitação quando há suspeita de lesão de nervo ou vaso.
Onde a haste tem lugar. Em crianças, as hastes flexíveis (TEN) são o tratamento de escolha para as fraturas instáveis, porque a remodelação compensa pequenos desvios. No adulto, em situações selecionadas: fraturas segmentares, pele muito comprometida, fraturas patológicas e pacientes em que se quer evitar grandes incisões. Hastes bloqueadas modernas melhoraram os resultados, mas a placa segue como padrão.
Na prova: haste no antebraço do adulto: dificuldade de redução anatômica, mais pseudartrose nas séries antigas e impossibilidade de explorar as estruturas neurovasculares; a placa é o padrão.
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