A classificação AO para a fratura distal do rádio die-punch é o tipo
- B2
- B3
- B4
- C
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Conceito-chave
O que é a die-punch. É uma fratura intra-articular do rádio distal em que o semilunar é empurrado contra o rádio por carga axial e afunda a faceta lunar, como um punção num molde (die-punch). O fragmento fica deprimido, sem grande componente de cisalhamento. Pode acompanhar fraturas mais complexas ou aparecer relativamente isolada.
A classificação AO/OTA do rádio distal. O grupo A é extra-articular. O grupo B é articular parcial: parte da superfície articular continua presa à diáfise. Na descrição clássica, B1 é o cisalhamento sagital (estiloide radial, fratura do chofer), B2 o cisalhamento dorsal (Barton), e B3 foi o subtipo associado pela banca à die-punch, a lesão parcial que não é o cisalhamento sagital nem o dorsal. O grupo C é articular completo, com toda a superfície separada da diáfise.
Outras classificações que a descrevem melhor. Fernandez separa por mecanismo, e a die-punch é o tipo III, de compressão da superfície articular. Melone descreve os quatro componentes (diáfise, estiloide, fragmentos dorsomedial e volarmedial da faceta lunar), e a die-punch corresponde ao afundamento dos fragmentos mediais.
Por que ela exige cuidado. A ligamentotaxia (tração) não levanta um fragmento impactado, porque ele não tem partes moles presas que o puxem. É preciso elevar o fragmento diretamente, por janela cortical, por via aberta ou por artroscopia, e sustentar com enxerto ou substituto ósseo e parafusos subcondrais. Degraus articulares acima de 2 mm levam a artrose radiocarpal.
Na prova: die-punch = depressão da faceta lunar por carga axial, articular parcial; para esta banca, AO B3; Fernandez III; não reduz com tração.
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