Durante artroplastia total do quadril, o cirurgião vai montar uma cabeça femoral de cerâmica sobre o cone da haste. Segundo Callaghan, a conduta correta para reduzir o risco de fratura da cabeça é:
- limpar rigorosamente o cone Morse e impactar a cabeça de forma suave e axial, evitando contato prévio com instrumentos metálicos.
- impactar a cabeça com golpes vigorosos de martelo, para garantir o travamento completo no cone Morse.
- manter uma fina película de sangue no cone, que funciona como amortecedor entre o metal e a cerâmica.
- testar a cabeça cerâmica sobre o cone de prova metálico antes da montagem definitiva, para conferir o encaixe.
Ver gabarito e conceito-chave
Conceito-chave
Por que o detalhe técnico importa
A cabeça cerâmica é frágil: não se deforma, e a fratura ocorre quando o fator de intensidade de tensão de algum ponto ultrapassa a tenacidade do material. Uma das principais razões para a queda das taxas de fratura foi a fixação precisa da esfera à haste por um cone Morse bem desenhado, que evita tensões críticas dentro da cabeça.
O que fazer na sala
Qualquer material interposto entre o metal e a cabeça cerâmica pode criar fatores de intensidade de tensão capazes de ultrapassar o limite de fadiga. Por isso:
- Limpar minuciosamente o cone Morse, removendo sangue, gordura, fragmentos ósseos ou de partes moles e qualquer partícula.
- Introduzir a cabeça de forma suave, sem martelada pesada, com impacção axial controlada e alinhada ao eixo do cone.
- Evitar contato prévio da cabeça cerâmica com superfícies metálicas ou instrumentos que possam criar microentalhes na sua superfície interna.
Os números de fratura
Com essas condições otimizadas, a taxa estimada é de 0,02% para alumina e 0,03% para zircônia. Willmann relatou 0,02% em mais de 1,5 milhão de cabeças desde 1974; Sedel, menos de 1 em 1.000 em 10 anos.
Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.
Ver o comentário completo