Sobre o filme passivo e a corrosão mecanicamente assistida das ligas ortopédicas, segundo Callaghan, é correto afirmar que:
- O filme passivo tem cerca de 2 a 10 micrômetros e permanece estático ao longo do tempo.
- A passivação em ácido nítrico tem benefício comprovado sobretudo nas ligas de titânio.
- A corrosão nos cones modulares acomete só o cobalto-cromo, poupando as ligas de titânio.
- O filme tem 2 a 10 nanômetros, e na fresta do cone o pH pode cair abaixo de 1.
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Conceito-chave
O filme que salva o metal
Em teoria, as ligas de implante deveriam corroer rapidamente no corpo, um ambiente salgado e quente. Elas resistem graças ao filme passivo.
| Característica | Detalhe |
|---|---|
| Espessura | 2 a 10 nanômetros |
| Composição | óxido de cromo no aço e no cobalto-cromo; dióxido de titânio no titânio |
| Função | barreira contra a saída de íons |
| Comportamento | dinâmico: muda com o tempo, o líquido e o potencial elétrico |
Passivação em ácido nítrico é um tratamento de fábrica que reforça o filme. É útil no aço 316L; há pouca evidência de benefício no titânio e no cobalto-cromo.
Corrosão mecanicamente assistida
Acontece nas junções modulares, como o cone entre cabeça e haste:
- Micromovimentos repetidos (fretting) raspam o filme.
- O metal exposto reage para refazer o filme, gastando oxigênio e liberando íons.
- Na fresta estreita, o líquido não se renova, os íons se acumulam e o meio fica muito ácido: o pH pode cair abaixo de 1, atacando até o titânio.
Todas as ligas são suscetíveis; o cobalto-cromo parece gerar mais reação biológica, com osteólise e pseudotumores.
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