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Questão de Fraturas da pelve e do quadril na criança (TARO 2014)

Ortopedia pediátricaFraturas da pelve e do quadril na criançaTARO 2014

Na fratura do tipo III do anel pélvico na criança, segundo TORODE E ZIEG, a complicação mais frequente é

  1. consolidação viciosa.
  2. falha de consolidação.
  3. retarde de consolidação.
  4. lesão da cartilagem trirradiada.
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Gabarito: A · consolidação viciosa.

Conceito-chave

A classificação de Torode e Zieg. É a classificação mais usada para as fraturas da pelve na criança. Ela considera a estabilidade do anel pélvico.

TipoDescrição
IFraturas por avulsão das apófises (espinhas ilíacas, tuberosidade isquiática)
IIFraturas da asa do ilíaco, sem romper o anel
IIIFraturas simples do anel, estáveis (um ramo púbico, disjunção da sínfise)
IVRuptura do anel, com segmento instável

As subdivisões. As subdivisões variam um pouco entre as fontes.

  • A modificação de Shore divide o tipo III em IIIA (fratura simples do anel anterior) e IIIB (fraturas estáveis do anel anterior e posterior).
  • Algumas referências usadas no Brasil, como a indicada pela prova, subdividem o tipo IV pelo padrão da ruptura:
  • IVa: fratura bilateral dos ramos púbicos (fratura em sela ou "straddle"), que deixa um fragmento central flutuante;
  • IVb: fratura do anel anterior associada a lesão posterior (sacroilíaca ou sacral);
  • IVc: fratura que cria um segmento instável entre o anel anterior e o acetábulo.

Por que a fratura bilateral dos ramos é do tipo IV. Com os quatro ramos fraturados, o fragmento central (com a sínfise) perde a ligação com o resto do anel. Ele é puxado para cima pelo reto do abdome. O anel fica rompido, e por isso a lesão entra no grupo de ruptura, e não no das fraturas simples do tipo III.

O que importa além da classificação.

  • A energia do trauma é alta. As lesões associadas (cranianas, abdominais, torácicas e urológicas) determinam a mortalidade, mais que a pelve.
  • Na fratura em sela, há alto risco de lesão da uretra e da bexiga.
  • A maioria das fraturas da pelve infantil é tratada sem cirurgia. As instáveis do tipo IV, sobretudo com lesão posterior desviada, podem precisar de fixação.

As complicações das fraturas da pelve na criança.

  • A pelve infantil tem grande capacidade de consolidação, e a pseudoartrose e o retardo de consolidação são raros.
  • A complicação mais frequente das fraturas do anel (como as do tipo III de Torode e Zieg) é a consolidação viciosa, que pode causar assimetria da pelve, discrepância de membros, dor na sacroilíaca e alteração da marcha. Na criança pequena, há certa remodelação, mas desvios grandes do anel não remodelam bem.
  • A lesão da cartilagem trirradiada é uma complicação das fraturas do acetábulo (e não das fraturas do anel do tipo III), e pode levar a um acetábulo raso e displásico com o crescimento.

Por que cada alternativa está certa ou errada? O comentário completo, alternativa por alternativa, está no site, junto com revisão espaçada e desempenho por tema.

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