Nas fraturas da diáfise do fêmur em crianças, tratadas com haste intramedular flexível de titânio, o istmo deve estar preenchido entre
- 30% e 40%.
- 50% e 60%.
- 70% e 80%.
- 90% e 100%.
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Conceito-chave
Na fixação elástica do fêmur infantil, duas hastes pré-curvadas trabalham em conjunto. Cada haste deve ter diâmetro próximo de 40% do menor diâmetro do canal, de modo que o conjunto corresponda a cerca de 80% do diâmetro do istmo. É isso que sustenta a faixa de 70% a 80% cobrada, e não 40% para as duas somadas (Rockwood crianças, 10ª ed., cap. 25, As hastes elásticas).
A conta é linear: canal de 10 mm pede duas hastes de aproximadamente 4 mm cada. Esse exemplo é didático e não uma medida do paciente. Somar os diâmetros não significa calcular uma porcentagem de área transversal; a regra operatória usa a relação entre diâmetro da haste e diâmetro do canal.
O diâmetro sozinho também não define uma boa montagem. As duas hastes devem ser iguais, com curvas opostas, ápice no nível do foco e entradas medial e lateral na mesma altura. A pré-tensão e o contato com as corticais ajudam a resistir a varo, valgo e torção. Hastes muito finas não oferecem o mesmo suporte, e preencher quase todo o canal não é o objetivo de uma montagem elástica.
Mesmo uma técnica adequada tem indicações: o paciente ideal tem entre 5 e 11 anos, menos de 50 kg, fratura estável no comprimento e localização nos 80% centrais da diáfise. Uma montagem elástica não se torna rígida apenas porque seus diâmetros foram bem escolhidos.
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