Sobre a osteotomia de Ganz:
- deve ser realizada com a fise aberta
- não altera o formato da pelve, não atrapalhando uma futura gestação
- não pode ser associada a osteotomia trocantérica
- utiliza-se apenas a via de Smith-Petersen modificada
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Conceito-chave
A osteotomia periacetabular de Ganz (Bernese). É a cirurgia de escolha para a displasia do quadril do adolescente e do adulto jovem, com a cartilagem ainda boa (Tönnis 0 ou 1). Ela solta o acetábulo da pelve e o reorienta para cobrir melhor a cabeça femoral.
Os cortes. Osteotomia parcial do ísquio, do púbis e do ilíaco acima e atrás do acetábulo, preservando a coluna posterior da pelve.
As vantagens.
| Característica | Consequência |
|---|---|
| Coluna posterior íntegra | Pelve estável: o paciente anda cedo com muletas, com fixação mínima (parafusos) |
| Não altera o formato da pelve | O canal de parto é preservado: o parto normal continua possível |
| Grande capacidade de correção em todos os planos | Corrige cobertura lateral e anterior, versão e medialização |
| Fragmento acetabular bem vascularizado | Pela artéria glútea superior e obturatória |
As condições.
- Cartilagem trirradiada fechada: em criança, os cortes passariam pela trirradiada e a lesariam (nas crianças usam-se Salter, Pemberton, Dega ou a tripla).
- Via de acesso: a clássica é a Smith-Petersen modificada (anterior), mas há variantes minimamente invasivas.
- Pode ser associada à luxação cirúrgica do quadril (com osteotomia do trocânter) ou à artroscopia, para tratar lesões intra-articulares e o impacto.
As complicações. Lesão do nervo cutâneo femoral lateral (a mais comum), hipercorreção com impacto, pseudartrose do púbis, lesão do ciático e do femoral, fratura da coluna posterior.
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